Às vezes reflito comigo mesmo. O que é maior: os que escalam a montanha ou a montanha? Os barcos que saem ou o oceano que os recebe? Somos todos pequenos, e ao mesmo tempo imensos: esse é o delicioso paradoxo do êxodo e do êxtase do encontro. Na minha vida eu nunca fui acomodado, porém o medo do desconhecido me vencia. Então descobri que a minha realidade não era o meu destino, descobri que somente eu poderia mudá-la, descobri que para sonhar é preciso ter coragem, descobri que o fracasso só será definitivo para aqueles que o compreenderem como ponto final (.) da obra. Descobri que é melhor encará-lo como reticências (...)
O meu filósofo do coração, Friedrich Nietzsche diz que nós somos o que comemos, concordo com ele plenamente. Pois, feliz foi o dia em conheci Fernando Pessoa, e passei a beber e comer de sua generosidade com a humanidade, pois lendo e fruindo cada verso de Pessoa, doravante, eu decidi partir ao meu encontro como os versos que seguem abaixo:
”Pois há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma de nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. “É preciso ter coragem...


Na vida é preciso romper e fazer a travessia. Vencer o medo de se redescobrir seja qual for o gatilho para isso é essencial.
ResponderExcluir