Todas as manhãs me encanta o mar
Encanta me as gaivotas a cantar
E o bailar das ondas na imensidão do mar.
Ao ocaso, contemplo, pois a tarde não arde, a tarde não dura, a tarde folgura.
Encanta me o laranja do por sol, me emociona a sua travessia de nascer e morrer, a sua permanência de sempre estar.
Deveras, me encanta a brisa do mar.
Na solidão do meu ser, me perco na incompreensão de não me encontrar.
Na inqueitação, me icumbe a vida, a sina de viajar.
Ao caminhar rabisco no papel as letras da minha graça, nesta busca eu me encontro com o mar.
As letras seguem o balanço do mar, a dançar.
Mar, mar, mar.
Nos movimentos cadenciados surge um memorial no meio do mar:
JULImar, cujo nome tem mar e mares para dentro de si.
Sobre a cruz dos meus braços eu me deito e choro, faz- me emocionar, o caminho que a lua faz no meio do mar.


Nenhum comentário:
Postar um comentário